sexta-feira, 28 de agosto de 2015

CLIQUE no ícone (na coluna ao lado direito) para ter acesso a mais recente edição da GAZETA DE NOTÍCIAS em - PDF 
> É RÁPIDO
> DESCULPEM-NOS houve uma invasão em nosso BLOGSPOT e ficamos impossibilitados de fazer as postagens das edições da GAZETA DE NOTÍCIAS.

Agora na normalidade você pode livremente e sem riscos voltar as ler as novidades nos fatos, às notícias e reportagens de nossa região. 

Bom dia ... 

segunda-feira, 15 de junho de 2015

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Amor eterno pelo colesterol

Gazeta de Notícias

Durante décadas, alimentos como o ovo foram tratados ora como vilões, ora como mocinhos. Pesquisas recentes põem fim a essa gangorra - a mais conhecida (e condenada) das gorduras não faz mal quando é levada ao organismo por meio da alimentação

Istockphotos
Um inimigo acuado para sempre
(VEJA.com/VEJA)
Já não é o caso, tomando emprestado o mais conhecido verso do Soneto da Fidelidade de Vinicius de Moraes, de um amor que seja infinito enquanto dure, posto que é chama. Em relação ao ovo, o amor agora é eterno, incondicional, irrecorrível. O consumo do mais eclético dos alimentos de origem animal, abundante em colesterol, a mais conhecida e condenada das gorduras, acaba de ser definitivamente liberado pela ciência da nutrição. O aval veio de uma instituição reputada no assunto, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, órgão governamental responsável pelas diretrizes alimentares americanas - e, portanto, com impacto em todo o mundo.
A absolvição se estende a outros alimentos ricos em colesterol, como camarão, coxa de frango (com pele, fique bem claro), coração de galinha, lula e bacalhau. A novíssima norma pode representar uma extraordinária reviravolta nos hábitos à mesa. Ela põe por terra a orientação de cautela no consumo de ovos, para permanecer didaticamente com o mais claro sinônimo de colesterol ingerido, em vigor desde a década de 60. A quantidade de colesterol levado à boca não podia, até agora, ultrapassar 300 miligramas diários, o equivalente a um ovo e meio (ou a uma coxinha de frango). Diz Raul Dias dos Santos, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e diretor da Sociedade Internacional de Aterosclerose: "É a mudança de padrão alimentar mais drástica já ocorrida desde os primórdios das discussões sobre o papel das gorduras no organismo".
O documento americano é um cartapácio de 571 páginas. A alforria do colesterol aparece na 17ª e, em pouco mais de discretas cinco linhas, abre o sinal verde, com uma recomendação que desde já começa a fazer barulho pela força de sua assertividade. "Não há evidência disponível que mostre alguma relação significativa entre uma dieta com colesterol e os níveis de colesterol sanguíneo. O consumo excessivo de colesterol não é motivo de preocupação." Ponto. E termina aqui o incômodo vaivém que ora fazia do ovo e seus congêneres os vilões da dieta, ora os tratava como mocinhos. À pergunta inescapável - o colesterol dos alimentos faz mal ao coração? - cabe agora uma única resposta: não. Um não eterno. O colesterol danoso é tratado sobretudo com medicamentos (estatinas) e atividade física.
Cerca de 80% do colesterol circulante no organismo é produzido pelo fígado - o restante vem da alimentação. Em doses normais, o colesterol (seja o alimentar, seja o hepático) tem um papel importantíssimo no funcionamento do corpo humano, participando da síntese de hormônios e mantendo a integridade das membranas das células. Em excesso, porém, danifica as paredes das artérias, o que o faz ser também a causa principal dos problemas cardiovasculares, como o infarto e o derrame. O embate, este que agora se encerra, tentava esclarecer qual era a responsabilidade do colesterol ingerido e qual era a parcela do colesterol naturalmente fabricado pelo ser humano. Duas recentes conclusões dos cientistas desempataram o jogo renhido.
Comer sem culpa
(VEJA.com/VEJA)
A primeira: apenas uma pequena parte do colesterol alimentar é absorvida pelo organismo - cerca de 30%. Graças a um fascinante mecanismo de defesa, três proteínas (NPC1L1, ABCG5 e ABCG8), responsáveis pela metabolização do composto, tornam-se ineficientes ante quantidades muito elevadas de colesterol alimentar, o que o faz circular muito modestamente. O segundo achado, fruto de acúmulo de conhecimento científico, foi o que selou de vez a certeza comprada pelos pesquisadores do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Um trabalho publicado na revista científica da American Society for Nutrition, a maior referência em estudos de nutrição, quantificou, em números precisos, o impacto do colesterol que vem dos alimentos sobre o colesterol fabricado pelo fígado. Uma análise detalhada comprovou que a relação entre os dois é salutar. O colesterol alimentar influencia pouquíssimo os níveis de LDL (o colesterol ruim) no sangue. A conta é exata: 100 miligramas (o equivalente a meio ovo) aumenta 1,9 miligrama do colesterol LDL do sangue. É pouco. A gordura saturada, presente na picanha, na manteiga e no toucinho, por exemplo, provoca o dobro de expansão.
Para ler a continuação dessa reportagem compre a edição desta semana de VEJA no tablet, no iPhone ou nas bancas. Tenha acesso a todas as edições de VEJA Digital por 1 mês grátis no iba clube.

Declaração à imprensa da presidenta da República, Dilma Rousseff, após reunião com o primeiro-ministro da Bélgica, Charles Michel

Bom dia a todos vocês.
Eu queria dizer que nós tivemos hoje, nesta manhã, uma reunião muito produtiva. Nessa oportunidade que nos deu a reunião, o encontro entre os países da Celac e da União Europeia.
O Brasil tem uma relação muito importante e estratégica com a Bélgica. A Bélgica e as empresas belgas, elas têm uma presença muito forte no Brasil em várias áreas. E ao mesmo tempo nós temos uma relação comercial que importa desenvolver. Vivemos, e trocamos ideias a respeito desse momento em que o mundo atravessa, no qual o fim do superciclo das commodities e a necessidade de se ampliar a cooperação econômica, o comércio internacional e ampliar os investimentos. Discutimos sobre algumas áreas que são importantes para ambos os países. O Brasil acaba de lançar um grande plano de concessão em investimentos em logística.  As empresas belgas estão no Brasil em algumas áreas e têm grandes expertises na área de portos, na área de infraestrutura em geral. Então, para nós é muito importante que essa relação se expanda. E ao mesmo tempo também definimos com sendo muito importante para nós, para ambas as economias a cooperação na área de agricultura.
Eu disse ao primeiro-ministro que o Brasil e o Mercosul estão em condições de apresentar suas ofertas comerciais para a União Europeia e acredito que isso possa ocorrer nos próximos dias ou meses. E esperamos que, da mesma forma, essa questão evolua de forma satisfatória do ponto de vista da União Europeia.
Ao mesmo tempo, agradecemos a parceria que a Bélgica tem tido conosco no que se refere ao programa Ciência sem Fronteiras, no qual os estudantes que buscam em universidades de alto nível para fazer seus estágios e suas bolsas, encontraram aqui na Bélgica um local e um acolhimento muito especial.
Então, agradeci por eles. E, ao mesmo tempo, nos propomos a expandir essa relação. Expandir essa relação, inclusive, acrescentando de forma maior a essas bolsas, estágios. Estágios nas empresas, tanto aquelas que estão no Brasil como nas próprias brasileiras que aqui investem.
Também discutimos sobre relações geopolíticas, trocamos ideias a respeito. Eu me congratulei pela abertura das relações entre Estados Unidos e Cuba, que encerram a Guerra Fria na América Latina e no Caribe. E também discutimos um aspecto importante, porque eu disse ao primeiro-ministro que nós teremos uma reunião dos Brics no qual vamos lançar tanto as diretorias e os conselhos de administração do Banco dos Brics, assim como vamos dar prosseguimento e concretizar o Acordo Contingente de Reservas.
Basicamente, eu agradeço imensamente a recepção. Falamos sobre os jogos olímpicos e, obviamente, espero uma participação belga bastante expressiva. E gostaria de agradecer as palavras extremamente fraternas quando o primeiro-ministro me disse que uma parte do coração dele estava no Brasil. Então, agradeço em nome do povo brasileiro essa imensa gentileza. Quero dizer também que agradeço a acolhida muito fraterna, muito gentil por parte do primeiro-ministro e agradeço, também, o fato de que tenhamos podido fazer uma reunião de tão significativa história para os nossos países.
Obrigada.

Títulos mais acessados